sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mobilidade em Stuttgart

Tomara que Dário Berger tenha a oportunidade de andar por Stuttgart e arredores, para ver como eles resolveram o problema da mobilidade. Passei quase um mês lá, em julho do ano passado.

A primeira coisa que percebi quando cheguei lá, foi que não tem cheiro de combustível queimado no ar, não tem mesmo! O ar parece um cheiro de lavanda misturada a café, uma delícia.

Dário vai se espantar e achar que eles têm um grande problema a resolver, porque não há ônibus na cidade. Além disso, metrôs e trens trafegam abaixo do solo e ninguém tem frescura pra se locomover de trem, bicicleta ou a pé.

Outra coisa que o Dário não vai entender: não há necessidade de faixas de segurança para pedestres. Lá, os pedestre têm prioridade e caminha-se muito. No centro da cidade, os carros andam tão devagar que a gente pode atravessar a rua em qualquer lugar sem se preocupar com eles.

As pessoas deixam seus automóveis em estacionamentos próximos às estações e vão às compras ou ao teatro de trem ou de metrô, mesmo com roupa social. É comum ver as pessoas saindo do teatro e descendo as escadarias até o subsolo, para pegar o metrô ou o trem.

Sempre tem uma estação próxima dos lugares importantes. Quase não se vê motos, e as ciclovias não competem com as rodovias. Elas são pequenas vias de terra que correm por fora das rodovias, em caminhos nem sempre paralelos, no meio das áreas verdes. Mas levam a todos os lugares: tudo está conectado com tudo.

Passarela para os bichos

É interessante como eles lidam com a preservação dos animais: deixam corredores ecológicos por cima das rodovias, quer dizer, em alguns trechos eles rebaixam as rodovias para que os animais possam passar de um lado para outro no mesmo nível, em passarelas florestadas.

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