O II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental reuniu jornalistas e estudantes de jornalismo de 17 estados brasileiros, convidados da Inglaterra, México, Panamá, Cuba e Uruguai, autoridades, pesquisadores e ativistas, para debater o tema “Aquecimento Global, um desafio para a Mídia”.
Aproximadamente 500 pessoas participaram desse evento, na reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Porto Alegre (RS), entre os dias 10 e 12 de outubro passado e foi organizado pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) e pela EcoAgência de Notícias.
Jornalistas e estudantes de jornalismo receberam ensinamentos dos cientistas convidados e conselhos dos jornalistas de sucesso mídia global.
José Marengo Orsini, doutor em Meteorologia e pesquisador do INPE, e Jefferson Cardia Simões, primeiro glaciólogo brasileiro, criticaram o tom apocalíptico usados por determinados meios de comunicação.
“Algumas revistas trazem capas com ursinhos polares, mas não falam do drama dos índios da Amazônia. Ursos polares emocionam as pessoas, no entanto, os problemas ambientais afetam muito mais as populações carentes, como os pobres do Brasil”, alertou. “A cidade submersa no mar é uma informação sem fundamento científico, mas causa impacto", afirmou Orsini. "As crianças pensam: para quê vou estudar? Os adultos dizem para quê vou casar e ter filhos?”
Simões, observa que há confusão generalizada, inclusive entre os jornalistas, em relação a conceitos como mudanças climáticas, aquecimento global, efeito estufa e destruição da camada de ozônio e afirma: "quem escreve 'o aquecimento global vai derreter as calotas polares e elevar o nível do mar', por exemplo, comete vários equívocos. Não existe ‘calota polar’ e sim um pedaço de terra coberta por gelo formado na última era glacial”, diz o glaciólogo.
"E existe o gelo marinho, formado pelo mar congelado ao redor dos pólos. O gelo que está derretendo é do mar congelado do Ártico. Esse mar congelado pode derrter totalmente, mas não vai afetar o nível dos oceanos”, garante o cientista. “Essas placas flutuantes já pressionavam para cima o nível das águas antes de se tornarem oceano, tal qual o gelo que flutua num copo de refrigerante.”

1 comentários:
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