Desde os primeiros tempos da colonização, os europeus vieram para o Brasil atraídos pela abundância de terras e outros recursos que exploraram como se nunca fossem se acabar. A partir do século XIX, imigrantes europeus começaram a chegar em massa para substituir a mão-de-obra escrava recém-liberta, e para colonizar o sul do país, e trouxeram consigo suas ferramentas e seu modelo de economia.
Os europeus, acostumados a acumular no verão para terem o suficiente no inverno, tinham a cultura da acumulação. Enquanto isso, os povos originais deste país – os indígenas – sobreviviam da caça, pesca e coleta, sem produzir a não ser seus poucos utensílios artesanais, e não sentiam necessidade de acumular. Além disso, seu nomadismo evitava que os recursos da terra se exaurissem.
Quando o país começou a se industrializar e adotou o capitalismo, copiou o modelo de acumulação dos europeus e norteamericanos. Este modelo não é nosso, é um modelo importado. Os povos tradicionais desta terra que, agora, além dos indígenas incluem os descendentes de quilombolas, os pescadores artesanais, camponeses e extrativistas, não participaram do processo do capitalismo e permaneceram no seu modelo primitivo de sobrevivência.
Essas comunidades tradicionais são cada vez mais pressionadas a mudarem seu modo de viver, seja por aqueles que acreditam na necessidade de incluí-los no modo de produção capitalista, seja pelos que os expulsam das suas florestas e das várzeas. Enquanto isso, o mundo discute o modelo predatório do capitalismo globalizado, que exaure rapidamente os bens naturais, além de provocar graves problemas sociais com o deslocamento dessas populações periféricas para o espaço urbano.
Europeus e americanos, os povos que atualmente se preocupam com o excesso de consumo de combustíveis fósseis, com os desmatamentos e as queimadas e o conseqüente aquecimento global, destruíram, durante séculos, um modelo de sobrevivência – o dos povos tradicionais – que combinava a vida natural e saudável com uma economia que não acumula, não desperdiça nem depreda os recursos naturais. Um modelo a ser copiado pela nossa e pelas futuras gerações.
As populações tradicionais, mesmo não tendo conhecimento dos problemas do capitalismo, são as grandes aliadas na luta contra o aquecimento e na preservação dos recursos naturais.
Vera Maria
Os europeus, acostumados a acumular no verão para terem o suficiente no inverno, tinham a cultura da acumulação. Enquanto isso, os povos originais deste país – os indígenas – sobreviviam da caça, pesca e coleta, sem produzir a não ser seus poucos utensílios artesanais, e não sentiam necessidade de acumular. Além disso, seu nomadismo evitava que os recursos da terra se exaurissem.
Quando o país começou a se industrializar e adotou o capitalismo, copiou o modelo de acumulação dos europeus e norteamericanos. Este modelo não é nosso, é um modelo importado. Os povos tradicionais desta terra que, agora, além dos indígenas incluem os descendentes de quilombolas, os pescadores artesanais, camponeses e extrativistas, não participaram do processo do capitalismo e permaneceram no seu modelo primitivo de sobrevivência.
Essas comunidades tradicionais são cada vez mais pressionadas a mudarem seu modo de viver, seja por aqueles que acreditam na necessidade de incluí-los no modo de produção capitalista, seja pelos que os expulsam das suas florestas e das várzeas. Enquanto isso, o mundo discute o modelo predatório do capitalismo globalizado, que exaure rapidamente os bens naturais, além de provocar graves problemas sociais com o deslocamento dessas populações periféricas para o espaço urbano.
Europeus e americanos, os povos que atualmente se preocupam com o excesso de consumo de combustíveis fósseis, com os desmatamentos e as queimadas e o conseqüente aquecimento global, destruíram, durante séculos, um modelo de sobrevivência – o dos povos tradicionais – que combinava a vida natural e saudável com uma economia que não acumula, não desperdiça nem depreda os recursos naturais. Um modelo a ser copiado pela nossa e pelas futuras gerações.
As populações tradicionais, mesmo não tendo conhecimento dos problemas do capitalismo, são as grandes aliadas na luta contra o aquecimento e na preservação dos recursos naturais.
Vera Maria

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